Reversão de Demissão por ‘Selinho’ em Namorada: Justiça Declara Punição Desproporcional

Com informações da Uol Guarulhos, SP – Um homem que trabalhava em uma agência bancária na cidade de Guarulhos, São Paulo, conseguiu reverter uma demissão por justa causa por ter trocado um beijo com sua namorada no ambiente de trabalho. A decisão foi proferida pela 10ª Vara do Trabalho de Guarulhos, pelo juiz Bruno Acioly.…

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Com informações da Uol

Guarulhos, SP – Um homem que trabalhava em uma agência bancária na cidade de Guarulhos, São Paulo, conseguiu reverter uma demissão por justa causa por ter trocado um beijo com sua namorada no ambiente de trabalho. A decisão foi proferida pela 10ª Vara do Trabalho de Guarulhos, pelo juiz Bruno Acioly.

O caso envolveu o empregado e sua namorada, ambos trabalhando na mesma agência bancária. Durante o expediente, eles se abraçaram e trocaram um beijo, momento capturado pelas câmeras de segurança da empresa. A versão da empresa alegava que houve “troca de beijos, abraços e carícias”, enquanto o empregado afirmou que foi apenas um “selinho”.

A análise das imagens de segurança mostrou apenas um abraço e corpos projetados para se beijarem, sem evidências de comportamento inadequado ou cunho sexual. O juiz Bruno Acioly concluiu que a demissão por justa causa seria uma punição desproporcional à situação, destacando a falta de provas de advertência ou suspensão prévias do trabalhador por comportamento inadequado.

Embora a empresa tenha o direito de limitar a liberdade do empregado para relações amorosas no ambiente de trabalho, a decisão do tribunal enfatizou a ausência de medidas disciplinares prévias aplicadas ao funcionário. Em virtude disso, o homem demitido terá direito a receber seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), férias e 13º salário proporcionais, bem como outros direitos adquiridos durante sua trajetória na empresa.

Vale ressaltar que a decisão é passível de recurso, podendo ser contestada pela empresa. A identidade do homem demitido e do banco envolvido não foram divulgadas, preservando a privacidade das partes envolvidas. Esse caso traz à tona a importância da análise detalhada e imparcial das circunstâncias antes de aplicar punições severas no ambiente de trabalho, garantindo assim a justiça e equidade para todos os envolvidos.

Foto: Google Imagem/Divulgação

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