
O Centro Universitário Maurício de Nassau, em mais uma iniciativa pioneira, está introduzindo um projeto inovador chamado “Eleições Simuladas na Prática” como parte da disciplina de Tópicos Integradores/Direito Eleitoral do curso de Direito, na Faculdade Uninassau, em Boa Viagem. Essa disciplina foi recentemente incluída no Exame de Ordem da OAB pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e introduzida na grade curricular da instituição de ensino.

O projeto concebido e idealizado pela professora Laura Marques Galvão Cavalcante visa proporcionar aos estudantes uma experiência prática abrangente no campo do Direito Eleitoral. Os alunos são envolvidos na criação e registro de um partido político fictício, na elaboração de um Estatuto Partidário, no lançamento de uma sigla partidária e na apresentação de candidatos à presidência da República.

A peculiaridade é que esses candidatos fictícios serão eleitos por meio de uma votação real, envolvendo todo o corpo discente do Curso de Direito, desde o primeiro ao décimo período, por meio de votação eletrônica marcada para 30 de novembro. Esta ação foi inicialmente realizada na turma do oitavo período do curso de Direito da manhã e foi um sucesso.
O processo se desenrola com os alunos divididos em equipes, cada uma composta por cerca de 8 a 10 membros. Cada grupo deve lançar seus candidatos à presidência e vice-presidência, enquanto outros membros desempenham funções como advogados do partido, publicitários, assessores de comunicação, coordenadores financeiros de campanha, estrategistas políticos e organizadores de eventos, entre outras responsabilidades. Com exceção dos candidatos majoritários, os demais membros do partido podem acumular várias funções.
Um dos aspectos criativos do projeto é que as equipes devem criar um nome e número de partido sem fazer referência a partidos políticos reais, para evitar possíveis polêmicas no campo ideológico. Além disso, o partido deve apresentar também de forma escrita, o estatuto partidário e as propostas de governo que também não podem fazer referências a situações reais nem tão pouco sobre a própria instituição de ensino Uninassau.
Para obter notas positivas na atividade, cada equipe deve desenvolver, ao longo da campanha eleitoral, pelo menos três ações de impacto para promover seus candidatos, como a criação de perfis em redes sociais, panfletagens, engajamentos em outras turmas da faculdade, jingles eleitorais, entre outras. Todas essas ações devem passar por uma aprovação prévia da professora Laura, para evitar possíveis distorções.
Um dos momentos de destaque do projeto será um debate político para avaliar o desempenho dos candidatos e suas equipes, marcado para uma semana antes do pleito, bem como a própria votação em si, no dia 30 de novembro, que promete envolver toda a comunidade acadêmica.“Estou entusiasmada com a empolgação dos alunos em criar seus partidos fictícios e candidatos. É uma maneira envolvente de aprender sobre o processo eleitoral e promover o pensamento estratégico,” afirma a professora Laura Marques.

Uma das equipes, representando o 8º período do curso de Direito noturno, já saiu na frente ao criar o “Partido Azul – 10”, lançando Mariana Galvão como candidata a presidente e Bruno Lira como vice. Essa equipe usou criativamente a cor azul e o número 10 para construir um forte engajamento em torno de sua agremiação, tornando difícil para outras equipes replicarem a mesma concepção.
Esse projeto inovador não apenas proporciona uma experiência prática valiosa para os alunos, mas também se alinha com a inclusão do Direito Eleitoral nos exames da OAB, preparando melhor os futuros advogados para lidar com questões eleitorais complexas.
Fotos: Divulgação
Deixe um comentário