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Eleições 2024: regularização do título de eleitor vai até 8 de maio


Agência Brasil
Oito de maio é a data final para regularizar o título de eleitor para quem quiser votar nas eleições municipais deste ano. Esse prazo vale também para quem precisa tirar o título, pedir transferência ou atualizar os dados cadastrais. Após essa data, o cadastro fica fechado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
Quem vai tirar o título pela primeira vez deve comparecer presencialmente a um cartório eleitoral para coletar a biometria. A pessoa deve levar documentos, de preferência com foto, como a identidade ou certidão de nascimento e casamento.
O certificado de quitação militar é obrigatório para os homens que solicitarem o primeiro título no ano em que completam 19 anos.
Os eleitores que já têm o título, mas não cadastraram a biometria também vão ter que ir ao cartório para atualizar dados, regularizar o título ou transferir o domicílio. Já quem tem a biometria cadastrada pode pedir o serviço online no site do TSE.
No caso de transferência de município, a pessoa deve apresentar o documento com foto e o comprovante de residência.
O eleitor pode procurar o Tribunal Regional Eleitoral ou a Justiça Eleitoral no estado para saber a unidade mais próxima, horários e necessidade de agendamento.
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Não existe censura do bem


Por Pedro Henrique Reynaldo*
A força das ideias derruba impérios, decapita reis e transforma a sociedade, a revelar que não há nada mais ameaçador àqueles que pretendem permanecer no poder do que a livre circulação de opiniões. Essa é a razão da liberdade de expressão ser pilar essencial da democracia. Nos períodos ditatoriais de nosso país, tal liberdade foi mitigada pela censura e, sob a vigência da malsinada Lei de Imprensa, foram fechados e empastelados diversos jornais e censuradas obras musicais, cênicas e literárias.
Após a Constituição de 1988, o STF declarou inconstitucional a Lei de Imprensa, destacando-se dentre os judiciosos fundamentos a citação do Min. Menezes Direito, para quem “a sociedade democrática é valor insubstituível que exige, para a sua sobrevivência institucional, proteção igual a liberdade de expressão e a dignidade da pessoa humana e esse balanceamento é que se exige da Suprema Corte em cada momento de sua história”.
A raiz da celeuma atual reside na alteração da matriz informacional do povo. É que no período de nossa redemocratização a televisão e o rádio eram veículos naturais de formação da opinião dos brasileiros. Não por coincidência, naquela época (Governo Sarney), em 5 anos foram concedidos mais que o dobro de canais e estações que em toda história do Brasil. Foram 1024 concessões de rádio e tv distribuídas, em sua grande parte, a famílias dos detentores do poder político.
Acontece que na atual quadra histórica a população vem se informando diretamente pelas redes sociais e o papel da grande mídia no jogo do poder foi transferido para as chamadas big techs, com seus aplicativos e algoritmos, em plataformas que podem amplificar e condensar as vozes de cidadãos comuns ou mesmo silenciar e dissipar opiniões de grandes doutores e artistas, mercê do engajamento/interesse dos usuários.
Por certo que o Estado não pode estar à margem da fiscalização ou até regulação de tais novas tecnologias para que seja assegurada a isonomia inerente às disputas políticas, sobretudo em ambiente eleitoral. No entanto, a censura de conteúdo de postagens e manifestações, como estamos assistindo no Brasil, não parece digno do papel e muito menos da história do STF, pelo que urge a necessária autocontenção.
*Pedro Henrique Reynaldo Alves, ex-presidente da OAB/PE e sócio da PHR Soluções Jurídicas
Foto:Divulgação
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STJ elege ministro Herman Benjamin para comandar o tribunal


Ministro Luís Felipe Salomão será o vice-presidente Agência Brasil
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) elegeu nesta terça-feira (23) o ministro Herman Benjamin para o cargo de presidente do tribunal no biênio 2024-2026. O ministro Luís Felipe Salomão será o vice-presidente. A posse será realizada em agosto deste ano.
Os eleitos vão substituir a atual presidente do STJ, ministra Maria Thereza de Assis Moura, e o vice, Og Fernandes, no comando do tribunal.
Herman Benjamin é conhecido pela atuação na área ambiental. Nascido em Catolé do Rocha (PB), ele foi empossado no STJ em 2006 e ganhou projeção nacional em 2017, quando votou pela cassação da chapa Dilma-Temer. Na época, o ministro também ocupava uma das cadeiras do STJ no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Luís Felipe Salomão nasceu em Salvador, mas fez carreira jurídica no Rio de Janeiro. Ele está no STJ desde 2008. Atualmente, o ministro também ocupa a cadeira de corregedor nacional de Justiça, função que ocupa no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O STJ é o tribunal responsável pelo julgamento definitivo de questões criminais e civis que não envolvem matérias constitucionais. O tribunal possui 33 ministros, que são nomeados pelo presidente da República e sabatinados pelo Senado.
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Advogado tributarista alerta sobre aquisições de imóveis em terrenos da Marinha


Rodrigo Ribas – Foto divulgação O advogado Rodrigo Ribas, especialista em direito tributário e sócio do PHR Soluções Jurídicas, destaca a necessidade de atenção aos procedimentos legais ao adquirir imóveis localizados em terrenos da Marinha. Ele alerta para as consequências da falta de comunicação à Serviço de Patrimônio da União (SPU) dentro do prazo estipulado.
Segundo Ribas, o artigo 116 do decreto lei 9.760 estabelece que o adquirente desses imóveis deve comunicar a SPU em até 60 dias após a operação, sob pena de multa. Essa penalidade pode corresponder a 0,5% ao mês sobre o valor do terreno desconsiderando as benfeitorias. O advogado ressalta que aqueles que recebem notificações da SPU e não cumprem com essa obrigação podem enfrentar questões judiciais, especialmente se a multa aplicada for considerada excessiva.
Ribas enfatiza que, devido ao valor dos imóveis e à proporção da área em terreno de Marinha, as multas podem representar um percentual significativo do patrimônio. No entanto, ele destaca que é possível entrar com uma ação anulatória para reduzir proporcionalmente ao valor e aos fins estabelecidos pela legislação.
“Proteja seu patrimônio”, finaliza Ribas, reforçando a importância de buscar orientação jurídica adequada para evitar problemas futuros relacionados à aquisição de imóveis em terrenos da Marinha.
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Advogado e Equipe do Limongi Advocacia celebram o Dia Nacional das Telecomunicações


Nesta sexta-feira, dia 5 de abril, o advogado Erik Limongi Sial e sua equipe celebram o Dia Nacional das Telecomunicações, destacando os avanços e conquistas alcançados em um dos setores econômicos mais dinâmicos do país.
Com um foco no contencioso estratégico das quatro maiores operadoras de telecomunicações do Brasil, o Limongi Advocacia tem sido fundamental na obtenção de importantes precedentes judiciais, inclusive perante o Supremo Tribunal Federal (STF).
Entre os marcos alcançados, destaca-se o Tema 991, que assegura a intangibilidade do reajuste tarifário conforme a fórmula estabelecida pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) nos contratos de concessão respectivos. Essa conquista representa não apenas um sucesso jurídico, mas também um reconhecimento da expertise e compromisso da equipe do Limongi Advocacia com os interesses das empresas do setor.
“É, sem dúvida, um feito congregar num mesmo escritório companhias de espectro e reconhecimento nacionais”, ressalta Erik Limongi Sial, fundador do Limongi Advocacia. A capacidade de reunir talentos e conhecimentos especializados em telecomunicações tem sido fundamental para enfrentar os desafios jurídicos complexos enfrentados pelo setor.
Neste Dia Nacional das Telecomunicações, o Limongi Advocacia reafirma seu compromisso em continuar defendendo os interesses de suas clientes, contribuindo para o desenvolvimento e aprimoramento do mercado de telecomunicações no Brasil.
Foto:Divulgação
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STF derruba carência para autônoma receber salário-maternidade do INSS


Agora, vale regra aplicada a trabalhadoras formais, cobertas pela CLT – Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil Agência Brasil
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou – por 6 votos a 5 – o direito de trabalhadoras autônomas, sem carteira assinada, de receber o salário-maternidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), caso tenham contribuído ao menos uma vez para a Previdência Social.


Por maioria, os ministros julgaram inconstitucional a exigência de 10 meses de contribuição para que as trabalhadoras que contribuem voluntariamente ao INSS – as chamadas contribuintes individuais – tenham direito a receber o salário-maternidade.
A carência de 10 meses era questionada no Supremo há 25 anos. A regra foi criada junto com a inclusão das trabalhadoras autônomas entre as beneficiárias do salário-maternidade, na reforma da Previdência de 1999. O tema foi julgado na mesma sessão que derrubou a chamada revisão da vida toda.
Com a derrubada da carência, basta uma contribuição ao INSS para que a profissional autônoma tenha direito a receber o salário-maternidade em caso de parto ou adoção. Ou seja, passa a valer a mesma regra que é aplicada para as trabalhadoras formais, cobertas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Seguradas especiais
A decisão do Supremo abrange também as seguradas especiais, como as trabalhadoras rurais, e as contribuintes facultativas, que não exercem atividade remunerada, mas contribuem ao INSS para ter acesso aos benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS).
Prevaleceu, ao final, o entendimento do ministro Edson Fachin, do STF, para quem a exigência de cumprimento de carência apenas para algumas categorias de trabalhadoras violava o princípio constitucional da isonomia. Ele foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Cármen Lúcia, Flávio Dino, Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso.
Ficaram vencidos os ministros Nunes Marques, Alexandre de Moraes, André Mendonça, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes, que votaram pela validade da norma anterior.
Edição: Kleber Sampaio
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A vitória das trabalhadoras autônomas: Ampliação da licença maternidade


Por Patrícia Araujo *
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2110, decidiu ampliar a licença maternidade para trabalhadoras autônomas. O tribunal não apenas promoveu a equidade entre diferentes formas de trabalho, mas também reconheceu a relevância da proteção à maternidade como um direito fundamental que não deve estar condicionado ao tipo de vínculo empregatício.
Uma conquista, sem dúvida. Diríamos que demorou. Mas chegou.
Anteriormente, as seguradas autônomas enfrentavam uma exigência de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social-INSS por um período mínimo de 10 (dez) meses para terem direito ao auxílio maternidade. Essa condição muitas vezes tornava o acesso ao benefício inacessível para mulheres que trabalhavam de forma intermitente, sazonal ou em atividades informais, prejudicando sua segurança financeira durante a licença maternidade.
No entanto, o julgamento do STF trouxe uma mudança significativa ao reconhecer que as trabalhadoras autônomas têm direito à licença maternidade, mesmo com apenas uma contribuição ao INSS. Essa ampliação do benefício representa não apenas um avanço legal, mas também uma conquista em termos de igualdade de direitos e reconhecimento da importância do trabalho autônomo na sociedade.
Uma das principais vantagens dessa decisão é a garantia de um período adequado para a recuperação física e emocional das trabalhadoras autônomas após o parto, bem como o fortalecimento dos laços familiares com o recém-nascido.
Além disso, a licença maternidade ampliada contribui para a promoção da igualdade de gênero no mercado de trabalho, incentivando a participação ativa das mulheres em diversas áreas profissionais.
É importante ressaltar que essa vitória não se restringe apenas às trabalhadoras autônomas individualmente, mas também tem impactos positivos na sociedade como um todo. Ao reconhecer o direito à licença maternidade para essa categoria de profissionais, o STF reforça os princípios de justiça social e proteção aos direitos humanos, contribuindo para a construção de um ambiente de trabalho mais justo e inclusivo.
Em resumo, considero que a ampliação da licença maternidade para trabalhadoras autônomas, representa uma vitória importante e um passo significativo na garantia dos direitos das mulheres trabalhadoras no Brasil. Essa conquista deve ser celebrada e valorizada como um exemplo de progresso na busca por uma sociedade mais igualitária e solidária.
*Patrícia Araújo é advogada previdenciária , colaboradora do Blogdellas e integrante do PHR -Soluções Jurídicas.
Foto: Divulgação
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Tecnologia de Reconhecimento Facial e Direitos Humanos é tema de Seminário Internacional de Perícias Forenses no Recife


O evento acontece nesta quarta-feira (27), das 10h às 12h e das 14h às 19h, no auditório da OAB-PE, e é promovido pela ESA-PE, OAB-PE, com o apoio da Universidade de Pernambuco (UPE)
Para contribuir com o aprimoramento profissional dos advogados e advogadas pernambucanos sobre prova técnica no processo judicial brasileiro, a Escola Superior de Advocacia de Pernambuco (ESA-PE), braço educacional da OAB-PE, e a Comissão de Perícias Forenses da OAB-PE, com o apoio da Universidade de Pernambuco (UPE), promovem o Seminário Internacional de Perícias Forenses nesta quarta-feira (27), das 10h às 12h e das 14h às 19h. O evento acontece no auditório da OAB-PE, localizado na Rua Imperador Dom Pedro II, nº 346, Santo Antônio, Recife, e é direcionado a pessoas de todas as áreas que tenham interesse pelo tema, advogados e estudantes de Direito. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas no site da ESA-PE (www.esape.com.br).
As palestras serão ministradas por grandes nomes nacionais e internacionais da área de perícias forenses, como Diogo Ramos, presidente da Comissão de Perícias Forenses da OAB/PE; Duarte Nuno Vieira, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Pedro Donaires Sánchez; Mônica Christye Rodrigues Da Silva; presidente da Comissão de Perícias da OAB/SP (2019-2021 e 2022-2024); Fábio Francisco Esteves, Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios e Ana Cláudia Brandão, membro da Comissão de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina e do Biolaw Department do International Chair in Bioethics ICB.
Além dos palestrantes, outros nomes importantes da perícia forense no estado e no país participarão da abertura do evento. Entre eles, Nilson Oliveira, presidente da Associação dos Peritos Papiloscopistas de Pernambuco; Camila Reis, presidente da Associação da Polícia Científica de Pernambuco; Adriana Conrado, coordenadora do Programa de Mestrado em Perícias Forenses da UPE; Maria José de Sena, reitora eleita da UFRPE;
Reginaldo Inojosa, diretor da Associação Brasileira de Medicina Legal e Perícias Médicas; Antônio Moraes, deputado estadual; Antônio Coutinho, assessor Especial da Presidência do Conselho Federal de Enfermagem; Alexandre de Moraes, presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Mecânicos e Felipe Marinho, presidente da Associação dos Agentes de Perícia Criminal e Agentes de Medicina Legal de Pernambuco.
“Estamos sempre na busca por trazer temas relevantes e atuais para a prática de trabalho dos nossos advogados. Neste evento não será diferente. O seminário discutirá a repercussão da prova técnica no processo judicial brasileiro, qualificando a advocacia pernambucana a trabalhar com esse tipo de prova científica no seu cotidiano”, aponta o advogado Leonardo Moreira, diretor-geral da ESA-PE. “A capacitação tem alta relevância tanto técnico profissional, como social, pois haverá o desdobramento de temas que têm repercussão direta na vida do cidadão como é o caso do reconhecimento facial, uma prática que, inclusive, está sendo amplamente difundida por governos municipais e estaduais”, completa Diogo Ramos, presidente da Comissão de Perícias Forenses da OAB/PE.
Programação:
No turno da manhã, das 10h às 12h, haverá apresentação de trabalhos científicos no formato de banner, produzidos pela comunidade acadêmica da área jurídica e outras áreas correlatas com perícias forenses. Os três melhores trabalhos julgados pela comissão científica composta por professores do programa de Mestrado em Perícias Forenses da UPE, receberão uma premiação. Os artigos selecionados e apresentados no evento serão publicados na revista peruana de alto impacto internacional Derecho y Cambio Social, que possui estrato A2 no CAPES.
As palestras terão início às 14h e entre os temas abordados estão Tecnologia de Reconhecimento Facial e Direitos Humanos; Avaliação do Dano Corporal; O Papel Institucional das Comissões de Perícias Forenses do Sistema OAB; Perícia Forenses e Direitos Humanos e Demandas de Saúde e Perícia Forense. Ainda durante a programação, haverá um momento de homenagens aos destaques em perícias forenses no estado de Pernambuco
A carga horária do evento é de 10 horas/aula. Para os estudantes e membros da Comissão de Perícias Forenses, o investimento é de R$80. Para os advogados é de R$100 e para o público em geral, R$120. 10% do valor investido serão restituídos para os inscritos em forma de cashback, que poderá ser utilizado para participação em outros cursos oferecidos pela ESA-PE.
Serviço
O que: SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE PERÍCIAS FORENSES
Quando: Nesta quarta-feira (27)
Horário: 14h às 19h
Local: Auditório da OAB-PE – R. do Imperador Pedro II, 346 – Santo Antônio, Recife
Inscrição: site da ESA-PE – www.esape.com.br
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Por unanimidade, STF mantém prisão de suspeitos por morte de Marielle


Ordem de prisão foi analisada de modo virtual – Foto Antônio Cruz/Agência Brasil Agência Brasil
Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta segunda-feira (25) manter a prisão dos três suspeitos de planejarem o crime e mandarem matar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes. Os assassinatos ocorreram em 2018.


Os ministros Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux seguiram o voto do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo e que determinou a prisão preventiva dos três no domingo (24).
A ordem de prisão foi analisada de modo virtual, em sessão de julgamentos de 24h que começou nos primeiros momentos desta segunda-feira (25).
Na decisão, Moraes escreveu haver “fortes indícios de materialidade e autoria” do planejamento do assassinato pelos três presos, além de manobras para encobrir a autoria do crime e atrapalhar as investigações.
Além do relator, o único a apresentar um voto por escrito foi Dino. Ele escreveu que as prisões preventivas se justificam diante de um “ecossistema criminoso” que teria sido montado dentro do Poder Público para encobrir a autoria do crime.
Os ministros seguiram parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo o qual se os três “permaneçam em liberdade, continuarão a obstruir os trabalhos de Polícia Judiciária, valendo-se do poderio econômico de que dispõem e dos contatos com as redes ilícitas existentes no Município do Rio de Janeiro”.
Entenda
Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão e o delegado da Polícia Civil Rivaldo Barbosa foram detidos na manhã de domingo (24) durante a Operação Murder Inc e foram levados pela Polícia Federal para Brasília, onde chegaram por volta das 16h.
No caso de Chiquinho Brazão, que é deputado federal, a Constituição Federal prevê que sua prisão deve ser apreciada pelo plenário da Câmara dos Deputados, que poderá mantê-lo preso ou soltá-lo. A data da sessão ainda não foi anunciada, mas deverá ocorrer nos próximos dias.
A principal motivação do assassinato de Marielle e Anderson, revelada no relatório de investigação da PF, envolve a disputa em torno da regularização de territórios no Rio de Janeiro. Em coletiva de imprensa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou que as investigações policiais levaram ao esclarecimento completo sobre quem são os mandantes dos crimes, além dos os executores e os intermediários.
Marielle e Anderson foram assassinados a tiros, em um cruzamento na região central do Rio de Janeiro, em março de 2018, enquanto se deslocavam de carro após uma agenda de trabalho.
Defesa
Em entrevista ao sair da Superintendência da PF no Rio de Janeiro, o advogado de Domingos Brazão negou que ele tivesse qualquer relação com Marielle ou participação no assassinato da vereadora. “Ele é inocente e não tem nada a ver com isso”, afirmou o advogado Ubiratan Guedes.
A Agência Brasil entrou em contato com a defesa de Rivaldo Barbosa e aguarda retorno. A defesa de Chiquinho Brazão ainda não respondeu aos pedidos de comentário.
Em 20 de março, depois que a acusação de ser o mandante vazou na imprensa, o deputado Chiquinho Brazão divulgou uma nota em que disse estar “surpreendido pelas especulações” e afirmou que o convívio com Marielle sempre foi “amistoso e cordial”.
Edição: Maria Claudia
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Nem tudo como dantes, pior


Pedro Henrique Reynaldo*
Nossa jovem democracia, como ocorre na maioria dos países jovens e em desenvolvimento, é constantemente ameaçada pelos donos do poder. Compra de votos, tráfico de influência, atos de improbidade, são comuns e, via de regra, envolvem titulares de poder político e econômico.
Ao que tudo indica, contudo, o protesto de centenas de pessoas da classe média que resultou na vandalização de bens públicos, em 08/01/2023, vem sendo equiparado a um Golpe de Estado, merecedor de julgamento pelo STF e aplicação de penas privativas de liberdade de muitos anos.
Em tempos bem recentes, que jamais devemos esquecer, a nossa ordem democrática restou gravemente ameaçada por um fenômeno que intitulei de Ditadura da Corrupção ( neste JC em outubro/2014), a partir da corrupção sistêmica de grande número de partidos e agentes políticos, numa verdadeira cleptocracia, como bem definiu um ilustre Ministro do STF.
Nas eleições que sucederam às muitas prisões, delações e confissões de corruptos, a roda política girou e a presidência foi parar nas improváveis mãos de um Deputado do baixo clero da Câmara, que, camuflado de outsider, conseguiu amalgamar o sentimento nacional contra aquele estado de coisas. Mostrando clara inépcia para o cargo, Bolsonaro teve seu mandato marcado, de um lado, pelo estancamento da grande corrupção e de outro por um delirante enfrentamento de outros entes e poderes da República, o que foi agravado pela sua forma bizarra de lidar com a pandemia, que resultou na sua derrota à reeleição.
A reação de agentes dos poderes afrontados, assim como a possível síndrome de abstinência de muitos, com o abrupto fechamento dos propinodutos, convergiram para ressuscitar a figura política de Lula, numa ampla coalização que lhe propiciou um terceiro mandato na presidência.
Passado um terço da gestão, os Yanomamis continuam desnutridos, as florestas devastadas, os corruptos negociando a redução de seus bilionários acordos de leniência, enquanto o Brasil defende internacionalmente os interesses do Hamas, de Cuba e Venezuela. Pior do que tudo isso, é a impressão de que, atualmente, afirmar fatos como estes pode ser considerado ato de subversão à ordem democrática, pois se realmente “o amor venceu”, a liberdade de expressão, por sua vez, vem sendo derrotada no dia a dia da nossa nação.
*Pedro Henrique Reynaldo Alves, ex-presidente da OAB/PE